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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Arrependimento

Ultimamente estive pensando sobre a questão do arrependimento, pensando na sua real dimensão nas nossas vidas e como ele acontece, o que faz com que nos arrependamos dos nossos erros. São inúmeras as questões que me vêm à mente, mas creio que Deus as tem respondido!
É interessante vermos a questão do arrependimento por um ângulo um pouco diferente. Geralmente nossa primeira idéia quando percebemos que há algo errado em nós é: “Que coisa errada o que estou fazendo! Preciso me arrepender e mudar de atitude!” Incrível como a gente sempre coloca o arrependimento antes da mudança de atitude esperando para sermos guiados por esse sentimento. Ora, pensemos bem, as coisas erradas que fazemos sempre nos dão algum prazer, isso não podemos negar! Nós gostamos de fazer coisas proibidas e temos ganhado com coisas ilícitas, nem que seja imediatista. Se o pecado é tão bom como me arrependerei dele? Será que é por isso que mesmo sabendo que não estamos indo pelo caminho certo continuamos a segui-lo?
No livro de Apocalipse, na primeira parte do verso 3 do capítulo 3 eu vi uma frase que me chamou muita atenção: “Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te.” Nesse momento percebi que o sentimento, o arrependimento vem por último! Mas é tão claro agora! Só posso me arrepender de uma coisa boa se encontro algo melhor! Nesse caso, só me arrependerei dos meus caminhos errados depois de lembrar-me do que tenho recebido e ouvido de Deus que é o melhor, e depois de lembra-me devo guardar. Quando Deus fala sobre guardar ele não está mandando que simplesmente memorizemos suas palavras. Se formos ao dicionário procurar os significados de guardar encontraremos entre eles observar, não infringir e cumprir. Então o segundo passo para o arrependimento é a ação de cumprir a vontade de Deus mesmo sem se sentir arrependido, já que de acordo com o versículo o arrependimento vem depois de lembrar o que tem recebido e ouvido de Deus e depois de guardar tudo isso, guardar mesmo que não se sinta arrependido e ainda esteja com vontade de permanecer no caminho que Deus desaprova.
Mas aí a gente pode se perguntar: E os meus sentimentos como ficam? E a questão da motivação? Bem, depois que provamos algo que é o melhor sempre nos entristecemos pelo fato de termos perdido tempo no que era apenas bom não é verdade? Com a nossa vida o mecanismo é esse mesmo! Quando provamos o melhor de Deus nos entristecemos por viver as coisas boas que o mundo oferece. Em 2Coríntios 7:2 a está escrito: “Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende”. Agora sim, ficou muito claro não é mesmo?! A ordem na verdade é Conhecer o melhor de Deus, guardar esse melhor, e isso implica em nos observarmos e mudarmos de atitude, e só assim virá a tristeza segundo Deus que gera arrependimento para a salvação! E a questão da motivação também fica resolvida à medida que mudamos para agradar a Deus mesmo contrariando a nossa vontade!
Deus está pronto para nos ensinar e perdoar mas ele respeita a nossa decisão e espera pela nossa atitude. Por quanto tempo vamos deixá-lo esperando?

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